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26 de jan. de 2013

MESTRADO LANÇA EBOOK

 
capa, do nosso Mestre Luca Pacheco
Quem disse que religião e teologia não rimam com tecnologia e ciência precisa rir mais (por aqui, quem sabe) ou então conhecer a nossa trajetória. Em 1999 criamos para a Teologia da UNICAP o primeiro Site de Departamento da Universidade e, em 2008, idealizamos as primeiras Disciplinas Semipresenciais através do Teleduc na Católica, conseguindo que o nosso Curso fosse o primeiro a oferecer 20% do currículo pela internet, o que dinamizou os estudos de todo mundo e beneficiou religiosos(as) que fazem atualização a distância (não é à toa que o coordenador de EAD da Católica, Valter Avellar, é nosso Mestre e foi orientando da gente). Em 2009 veio este bloco de notícias oficioso do Mestrado em Ciências da Religião (primeiro Blog relacionado à Universidade), depois lutamos para que as nossas Revistas fossem pra web e agora estamos animando a Editora da UNICAP a se lançar no mundo dos livros eletrônicos: um eBook dos nossos estudantes já está na Amazon!
 
No site dessa que é a maior livraria eletrônica do planeta você encontra um acervo com mais de um milhão de eBooks e pode baixar o primeiro capítulo do livro para ler, antes de decidir se quer comprá-lo. Pode também baixar mais de 38 mil livros eletrônicos inteiramente gratuitos em nossa língua, incluindo clássicos como A Moreninha, de Joaquim Manuel Macedo e Dom Casmurro, de Machado de Assis. E você vai ler sempre que tiver vontade e onde tiver vontade de ler, pois pode comprar o Kindle, um leitor de eBooks da Amazon (veja aqui) e/ou então baixar gratuitamente um aplicativo de leitura Kindle pro seu tablet, smartphone ou computador.

Sobre "Religião", então, em português mesmo, há mais de oitocentos livros disponíveis pro mundo (veja aqui) na sucursal Brasil da livraria virtual Amazon. E um deles é do nosso Mestrado em Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco. É a Edição Kindle do segundo volume do "Mosaico religioso - faces do sagrado", que acabou de sair em fins de 2012 em coedição da Fasa (Editora da Universidade) com a Editora Navras, sob organização do nosso Mestre Vanderlei Lain - a quem agradecemos, penhorados, pelo serviço de divulgação da pesquisa dos colegas. Uma versão do livro em papel ainda vai chegar às livrarias físicas, mas a versão eletrônica já está disponível e por um preço menor: R$ 14,09.

Trata-se de nova coletânea dos estudos dos nossos mestres e mestrandos, convocada por edital público (veja aqui) e avaliada por uma comissão editorial. Desta feita, a obra reúne reflexões em torno do tema Religião e História, com os capítulos “Do Jesus de Nazaré ao Cristo da Fé: Humanidade e Divindade à Luz da Bíblia e da História”, de Paulo César Pereira; “A Estrutura Social, Política e Religiosa do Antigo Império Iorubá, como Modelo Original no Processo da Hierarquização das Casas de Culto das Religiões Afro-Brasileiras”, de Cláudia Lima; “O Jornalismo Religioso no Século XIX e a Construção de uma Identidade Católica”, de Jair Santana; “Presbiterianos x Assembleianos: Embates em Pernambuco no Início do século XX”, de José Roberto de Souza; “As Filhas de Maria entram na Liça: a Boa Imprensa e Revista Maria (Recife, 1913-1922)”, de Walter Valdevino Amaral; “São Severino dos Ramos: da Devoção ao Santuário, de Crévio Adelino da Rocha; e “O Apoio dos Batistas ao Regime de 64 através do Jornal ‘O Batista’”, de José Ferreira de Lima Júnior.

E o livro traz também, em uma segunda parte, sobre a temática Religião e Contemporaneidade, os seguintes capítulos “A Fé na Experiência Humana”, de Lúcia de Fátima Gomes da Silva; “O Estado da Questão: a Relação Corpo-Alma em Quatro Versões”, de Alexandre de Jesus dos Prazeres; “A Wicca no Brasil: Desenvolvimento e Crescimento”, de Karina Bezerra; “Possessas e Bruxas: sobre o Exorcismo de Mulheres na Catedral da Fé, no Recife”, de Júlio César Tavares Dias; “Elementos para uma Espiritualidade Transreligiosa”, de Maruilson Menezes Souza; “Dos Templos aos Estádios: o Pluralismo Religioso nas Partidas de Futebol”, de Ana Cristina de Lima Moreira; “O Processo de Construção da Identidade e Mobilidade Religiosa nos Adolescentes e Jovens”, de Maristela Velozo; e “Juventude, Identidade e Vivência Religiosa”, de Fernanda Maria Andrade.

Ao reunirmos esses pedaços do mosaico religioso da gente, surgem imediatamente as perguntas: Para onde caminham as religiosidades e religiões? Quais os contornos do desenho formado por esses cacos? Em tempos de modernidade globalizada, com grandes possibilidades tecnológicas e enormes dificuldades de relações entre grupos culturais humanos e destes com a natureza, as pessoas tendem a ficar mais egoístas, no sentido de ouvir mais a própria intuição. Paradoxalmente, isso leva à busca por uma espiritualidade maior e uma melhor compreensão do significado da vida, o que pode inclusive redefinir e ampliar os nossos limites éticos. É possível, assim, que todas as religiões e seus múltiplos grupos venham a convergir para uma espiritualidade ecológica e de nova consciência global, amplamente ecumênica. Mas será que não estamos sendo muito otimistas ou ingênuos?! Esse livro, que recolhe diversas faces das religiões pela história, certamente vai nos ajudar a discernir os caminhos da espiritualidade contemporânea.

Baixe grátis por aqui um aplicativo de leitura de livro eletrônico.
Compre o eBook "Faces do sagrado 2" ou veja uma amostra grátis por aqui.
 
Mais no blog:

27 de mai. de 2009

HISTÓRIA DO NEGRO NO BRASIL


DEFESA DE MONOGRAFIA

O Curso de Pós-Graduação de Especialização em História da África - Turma I, da Faculdade de Ensino Superior de Olinda - FUNESO, convida a todos os interessados para a defesa da monografia de CLAUDIA Mª de A. R. LIMA, a realizar-se às 16:00 horas do dia 02 de JUNHO de 2009.

Título da Monografia:
INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO NEGRO NO BRASIL

Orientadora:
Profª MSc. Maria da Glória Dias Medeiros

Cláudia Lima também é nossa mestranda em Ciências da Religião e pode ser encontrada virtualmente em www.claudialima.com.br

31 de mai. de 2012

LIVRO NOVO DE VALTER AVELLAR



Neste sábado (2), às 17h, no Centro Cultural dos Correios, no Recife Antigo, o nosso Mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, Valter Luís de Avellar, estará lançando o segundo volume do livro “Em busca do logos”, juntamente com outros livros da editora Confraria do Vento. A Católica ainda estará representada, no lançamento, pelas escritoras Renata Pimentel, que é professora do curso de Especialização em Literatura Brasileira e Interculturalidade, e Débora Viégas, que é aluna do curso de Jornalismo. Todos são convidados para se alegrar com mais um trabalho do nosso amigo e dos seus colegas escritores.

No segundo volume do “Em busca do logos”, Valter reuniu quatro anos de pesquisa para selecionar mil e tantos pensamentos e organizá-los por temas. Na introdução, Avellar fala um pouco da Logoterapia e da possibilidade de percepção de sentido de vida através da leitura. O primeiro livro “Em busca do logos” foi sucesso de vendas e acabou citado na bibliografia básica de Logoterapia, no livro de Viktor Frankl, “Em Busca de Sentido”, e no Instituto Viktor Frankl de Viena. Além disso, Eugenio Fizzotti, professor de Psicologia da Religião na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, está recenseando os livros de Valter para a Revista Busca de Sentido.

Conheça alguns pensamentos presentes no novo livro:
“O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se
pode dar banho a um leproso.” (Madre Teresa de Calcutá)
“Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.” (Victor Hugo)
“Onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: dentro de um abraço.” (Martha Medeiros)
“Vivemos em um mundo onde precisamos nos esconder pra fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.” (John Lennon)
...

4 de abr. de 2011

MESTRADO NAS NUVENS

José Roberto Vasconcelos
Seu blog realiza cochichos virtuais sobre o ensino religioso, para ver como essa área do conhecimento enriquece o estudante:
Veja o blog onde estão os seus artigos, bem como reflexões e engajamentos humanistas:
http://www.carmarvieira.com.br/

Manoel Rabelo
Caminhos abertos a partir das suas aulas de filosofia, que vão se ampliando com os resumos, esquemas e textos dos seus estudos:
http://manoel-rabelo.blogspot.com/

Júlio Tavares
Tangerina efeito malagueta: blog sobre política, literatura, atualidades e outras coisinhas mais...
http://tangerinaefeitomalagueta.blogspot.com/

Isaías Nascimento
A dor do povo é a dor de Cristo: reflexões e militância do Padre Isaías e do povo de Sergipe:
http://isaiasnascimento.blogspot.com/

Cícero Lopes
Este blog pretende ser um espaço colaborativo para uma Educação Integral, voltada para o SER...
http://ciceromestrado.blogspot.com/

Luiz Cláudio Barroca
Blog ER-PE, que traz notícias e propõe-se a discutir sobre o Ensino Religioso em Pernambuco:
http://www.ensinoreligioso-pe.blogspot.com/

Valdemir França
Blog para aprender a construir o conhecimento geográfico de forma interdisciplinar, incluindo a geografia das religiões:
http://www.easygeografia.blogspot.com/

José Roberto
Quem gosta de debater sobre história, sobretudo das religiões, encontrou um lugar bom:
http://www.historiaedebate.blogspot.com/

Karina Bezerra
Blog da bruxinha, pra quem tem coragem de navegar por mitologia, novos movimentos religiosos, danças tribais... ui!
http://karinaoliveirabezerra.blogspot.com/

Silvério Pessoa
Veja aqui o site profissional do artista, mas ele também escreve um blog pessoal de "viagens":
http://monolitico-tema.blogspot.com/

Cláudia Lima
Site com biografia e publicações da pesquisadora, estudos afro-brasileiros e folclóricos...
http://www.claudialima.com.br/

Gilbraz Aragão
Este bloco de A-notações é pra juntar palavras, suspiros e imagens, mas sobretudo criar um espaço vazio entre e para além delas... http://gilbraz.blogspot.com 

Ferdinand Azevedo
O padre nos deixou uma página na internet com os seus livros e publicações...
http://www.unicap.br/pos/ciencias_religiao/livros.htm

Luiz Carlos Marques
Veja aqui a página oficial do professor, mas siga-o também no blog do Curso de História, que ele coordena:
http://historiaunicap.wordpress.com/

Cláudio Malzoni
O professor, que também coordena a Teologia na UNICAP, anima a equipe que está divulgando o curso no blog:
http://unicap-cursodeteologia.blogspot.com/

Estamos entrando no terceiro ano deste Bloco de Notícias do Mestrado em Ciências da Religião da UNICAP, o primeiro "blog" relacionado à Universidade Católica de Pernambuco - e que tem recebido mais de 2.500 visitas todo mês. Contudo, pelo que vocês estão vendo acima, os nossos estudantes e professores estão desdobrando a experiência de comunicação pela internet nos seus espaços virtuais pessoais - e a maioria é no estilo dos blogs.

Blog é um site de atualização rápida a partir de artigos, ou "posts", com linguagem informal e interativa, organizados de forma cronológica inversa. Nos blogs da gente, artigos mais reflexivos vão sendo entremeados com notícias das atividades de pesquisa e convivência. As novas tecnologias, sempre mais gratuitas e mais Wiki, permitem a criação colaborativa de hipertextos e links multidirecionais, com os quais entrelaçamos teoria e prática, trabalho e lazer...

É um novo tempo na forma da gente (se) educar, e temos orgulho no Mestrado de fomentar e multiplicar esse jeito participativo e dinâmico de comunicação. Ficamos ainda mais contentes porque também temos refletido, em nossas pesquisas e dissertações, sobre os (des)caminhos do espaço virtual para a socialização de conhecimentos e, sobretudo, para a coexistência das tradições religiosas nas "nuvens" da internet.

Veja mais no blog:

20 de jul. de 2010

RELIGIÃO E CULTURA YORUBA

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2° CONGRESSO INTERNACIONAL DA RELIGIÃO E CULTURA YORUBA: O RETORNO À MÃE-TERRA
22 A 25 DE JULHO DE 2010
MINAS GERAIS

Com o tema O matriarcado na base sacerdotal afro-brasileira a nossa Iyá Cláudia Lima, Mestra em Ciências da Religião pela UNICAP, vai abrir a apresentação de trabalhos nesse importante encontro promovido pelo Instituto de Arte e Cultura Yorùbá.  Esta edição do congresso será um espaço de discussões sobre a religião e cultura yoruba e suas contribuições para a cultura brasileira. Os escravos que aqui chegaram contribuíram na formação da sociedade brasileira e, vice-versa, muitos escravos libertados retornaram aos seus países na costa ocidental africana, desempenharam importante papel na reformulação da cultura daquelas sociedades, influenciando a economia e política locais. Estes escravos até hoje possuem familiares desconhecidos no território brasileiro.

O foco principal desse congresso é a aproximação e resgate culturais desses elos, separados apenas pelo oceano. Foram esses escravos que trouxeram para o Brasil a religião e a cultura yoruba. Nesta edição do Congresso Yorubá busca-se promover informação e debate com comunidades de terreiros de candomblé e religiões de matrizes africanas, acadêmicos, estudiosos, professores, militantes do movimento social negro e o público em geral, permitindo a troca de conhecimentos como uma das formas de combate ao racismo, preconceito e a transmissão de informações corretas, permitindo a mudança de comportamento e conhecimento da cultura yorubá e afro-brasileira.

Veja aqui a programação completa.
Saiba mais sobre o Congresso e o Instituto aqui.

16 de jun. de 2010

CULTURA AFRICANA

Buala.org é o sítio da associação cultural Buala. Trata-se do primeiro portal multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês. Buala significa casa, aldeia, a comunidade onde se dá o encontro. O projeto recebe colaborações e reflexões de várias latitudes. A língua portuguesa, celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e Áfricas, dialoga com o mundo.

Buala.org pretende inscrever a complexidade do vasto campo cultural africano em acelerada mutação econôica, política, social e cultural. Entende a cultura enquanto sistemas, comunidades, acontecimento, sensibilidades e fricções. Políticas e práticas culturais, e o que fica entre ambas. Problematizar questões ideológicas e históricas, entrelaçando tempos e legados. No fundo deseja criar novos olhares, despretensiosos e descolonizados, a partir de vários pontos de enunciação da África contemporânea.

Buala.org concentra e disponibiliza materiais, imagens, projetos, intenções, afetos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento. Artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este Buala. Essa é a dica de pesquisa virtual de Cláudia Lima, Mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, para este momento pan-africano de mascaração das verdades pela "bola rolando nos pés", quando se ocupa a cabeça somente com grama e gols...

Acesse o sítio/site Buala aqui.

7 de ago. de 2013

HISTÓRIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS VIRA EBOOK

Seguindo a tendência crescente de compartilhamento da produção científica através de livros eletrônicos ou ebooks, o nosso Mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, Moisés Germano, acaba de disponibilizar gratuitamente o seu livro Assim falou Pedro Trajano: uma história da Assembleia de Deus (Recife: FASA, 2010).

Com 60 páginas cheias de ilustrações, formatado agora em PDF, o livro de Moisés percorre o surgimento e história da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que surgiu em Belém-PA com a pregação de pastores que trouxeram de grupos negros dos Estados Unidos a doutrina cristã do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia, o falar em línguas espirituais.

A Assembleia de Deus tornou-se a maior Igreja evangélica do Brasil e uma das maiores do mundo, dividindo-se em diversas ramificações, e Moisés, através de entrevista ao octogenário Auxiliar de Trabalho Pedro Trajano, nos dá uma ideia desse trajeto pelas memórias da Congregação da Assembleia de Deus em Cavaleiro-PE. Leitura instigante para quem pesquisa o protestantismo no Brasil.

Baixe o livro por aqui.


Moisés Germano de Andrade, recifense, Mestre em Ciências da Religião e Especialista em História Regional do Brasil: Nordeste, pela UNICAP. É também licenciado em Estudos Sociais com habilitação plena em História, pela FAINTVISA. É professor efetivo da rede pública do Estado de Pernambuco. Coordenador do Projeto Social Vida e Ação (agência experimental de estágio, curso e emprego no bairro de Sucupira, Jaboatão dos Guararapes). Fundou a Biblioteca Prof. Michel Zaidan Filho, na Faculdade de Vitória de Santo Antão. Apresentou programa nas rádios Harmonia e Criatividade. Criou com seus amigos o Fórum Inter-religioso do Petrônio, para trabalhar tolerância e convivência religiosa na Escola Petrónio Portela, em Jaboatão. Já é autor do livro Ordem para os pobres e progresso para os ricos (2004) e Além da alienação: a conversão religiosa como forma de ressocializar pessoas oriundas do mundo da criminalidade (Recife: FASA, 2010), premiado pela Secretaria de Educação e lançado na Bienal do Livro de Pernambuco (veja aqui).

Mais publicações dos nossos Mestres:

19 de set. de 2012

ARTE COMO PRECE


Ana Lisboa, mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, estará lançando "Arte como prece" nas ocasiões acima, quando o livro será distribuído gratuitamente com os presentes. A obra resultou da sua pesquisa de mestrado (cuja dissertação também pode ser lida por aqui). 
Todos os amigos do Mestrado estão convidados!

Veja outras publicações
dos nossos mestres e mestrandos:
Mosaico Religioso,
Revista Paralellus,
Adenilton Aguiar,

28 de jun. de 2013

DA TRANSCENDÊNCIA À IMANÊNCIA



É com imenso orgulho que comunicamos o lançamento do livro Da transcendência à imanência, da Mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, Josineide Silveira de Oliveira. A publicação resultou da sua dissertação, defendida em agosto passado, sobre o "Sagrado como semeador de estratégias de viver", que versa sobre o trabalho da Comissão de Ensino Religioso do estado do Rio Grande do Norte (CER-RN), que está completando seus 40 anos de existência.

A reflexão, aprofundada agora no livro, busca compreender como a educação religiosa pode ajudar a criar ressonâncias do sagrado, principalmente pelas entrelinhas dos eixos temáticos propostos nos Parâmetros Curriculares do Ensino Religioso. O sagrado aparece como uma dimensão humana capaz de abrir portais de transcendência e inspirar atitudes como temperança, prudência, tolerância, resistência e perseverança, sabedorias necessárias à formação do sujeito responsável.

Josineide também possui mestrado em Ciências Sociais e doutorado em Educação pela UFRN. Atua como educadora em Natal, é professora na Universidade Potiguar e na UERN, onde coordena especialização em Ciências da Religião. Além disso tudo, é pesquisadora do Grupo de Estudos da Complexidade da UFRN. Estamos todos vibrando com mais um sucesso de Josineide.

Mais publicações dos nossos Mestres:

16 de mai. de 2012

ESTUDOS FEMINISTAS DA RELIGIÃO



A dica para pesquisa e publicação é da nossa Mestre em Ciências da Religião pela UNICAP, a Iyalorixá Cláudia Lima. Feminist Studies in Religion é uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é promover estudos feministas da religião em toda a sua variedade e diversidade. Compreende-se "estudos feministas da religião" o trabalho feminista crítico sobre religiões, teologias, teologia e espiritualidade, dentro e fora da Academia e em nível das bases. Busca-se gerar bolsas de estudo para a pesquisa feminista das religiões e criar espaços para intercâmbio de pesquisadores(as) na área, patrocinando eventos e fóruns. Fundada em 1983, FSR foi pioneira no desenvolvimento dos estudos feministas da religião, principalmente através da criação do Journal of Feminist Studies in Religion.

A Revista de Estudos Feministas da Religião (publicada em inglês na internet, duas vezes ao ano) é um canal para a divulgação de trabalhos acadêmicos de corte feminista sobre as religiões e um fórum para a discussão e o diálogo entre homens e mulheres de diferentes perspectivas feministas. O JFSR tem duas comunidades de referência: a Academia, em que se encontra, e o movimento feminista, do qual ele retira sua nutrição e visão. Seus editores estão empenhados em pensamento rigoroso e análise crítica ao serviço dos estudos da religião como uma disciplina, bem como na transformação feminista das instituições religiosas e culturais. Localizado na interseção entre teoria feminista e estudos da religião, a Revista acolhe contribuições que exploram a diversidade de teorias feministas e de práticas religiosas.

Veja aqui o resumo dos volumes e faça sua assinatura.

11 de fev. de 2010

CARNAVAL E RELIGIÃO

"O índio dançou, em adoração
O branco rezou na cruz do cristão
O negro louvou os seus orixás
A luz de Deus é a chama da paz
E sob as bênçãos do céu
E o véu do luar
Navegaram imigrantes
De tão distante, pra semear
Traços de tradições, laços das religiões
Oh, deus pai! Iluminai o novo dia
Guiai ao divino destino
Seus peregrinos em harmonia
A fé enche a vida de esperança
Na infinita aliança
Traz confiança ao caminhar
E a gente romeira, valente e festeira
Segue a acreditar..."

Este ano, "Brasil de todos os deuses" será tema polêmico no desfile do carnaval carioca, por trazer símbolos das religiões - apesar do Tribunal de Justiça do Rio ter determinado agora que é "proibido proibir" imagens sagradas na festa. Lembram que já se proibiu a fala teologal da Beija-flor, quando tentou mostrar “O luxo do lixo”, clamando por uma nova estética e nova ética – a partir do avesso do tecido social –; e aí quis botar justamente o Cristo Redentor na avenida, ele que é tão visto dos Morros do Rio, para desfilar na festa do carnaval?! O coitado do santo teve que sair de “fantasia” – e Deus não se vê com os olhos da cara, mas com os da fantasia mesmo. Desfilou, ainda que coberto e amarrado, com um cartaz pendurado no peito que dizia: “Mesmo proibido, olhai por nós"!

Então, há quem queira separar o sagrado do profano, há quem fuja pra montanha e tente fazer um "carnaval da alma"... Mas, seja como for, o carnaval é um período de festas populares que se relaciona com a religião, uma maneira que o homem encontrou para unir o místico ao profano, lembrando, por exemplo, a proximidade da quaresma cristã e ao mesmo tempo evocando antigas festas romanas e ritos de fertilidade da Idade Média. Neste tempo de transformações e máscaras, de liberação de costumes e manifestação de desejos, não apenas os cristãos estão implicados.
..
Uma manifestação do sagrado em Pernambuco que permite compreender mais propriamente as tradições culturais populares é o maracatu. Ele representa as caçadas e embaixadas dos reinos africanos, nasceu na soleira das calçadas de igrejas católicas, era o complemento “profano” dos trabalhos das “irmandades dos pretos”. Mas foi sendo hostilizado e finalmente daí enxotado, quando da romanização do clero brasileiro, do seu disciplinamento e doutrinação para fazer frente às vagas liberalizantes do protestantismo e da República. Resultado, os maracatus, eminentemente bantu, foram se abrigar nos terreiros de xangô iorubá dos morros do Recife, ou nos catimbós indígenas do interior, transformando-se em embaixadas deles no carnaval, em encontros dançantes com os ancestrais e demonstrações esfusiantes da alegria de viver.

Hoje, nas "Noites dos Tambores Silenciosos", festas religiosas prorrompem em meio ao carnaval de Olinda e Recife. Quando nos deparamos com tempo-espaços de vivência do autêntico sagrado somos levados a ultrapassar contradições aparentes. E podemos atingir, assim, uma visão mais complexa da realidade, na qual o vórtex sagrado-profano é encarado não como contradição dualista de dimensões opostas, mas como dualidade complementar e intercambiável. As Noites dos Tambores Silenciosos, certamente, manifestam um sagrado que está entre e para além de todos nós, um mistério que desperta reverência nos crentes e nos descrentes, que são atraídos por aquele momento de foliões carnavalescos que se vêem tomados por um culto aos mortos de uma religião, na porta da igreja de outra religião... O que parece contraditório se revela unido e reunido: cristãos e xangozeiros, mortos e vivos, festa e religião, sagrado e profano!


E mesmo antes do Reinado de Momo são feitas obrigações aos orixás para que protejam o maracatu durante o desfile. "Exu recebe bode, os eguns, mortos, recebem carneiro, galinha, ovelha. Tem cabra para a pomba-gira. Cada um traz um frango pra cortar pra um Exu", explicou outro dia Elda Viana, mãe-de-santo e rainha do Maracatu Porto Rico. Além dos sacrifícios, os rituais incluem a limpeza espiritual das calungas, que são bonecas que simbolizam rainhas mortas e estão associadas a algum orixá. Há também o banho dos membros do maracatu numa infusão de ervas, que tem sentido de purificação. E, no maracatu "de baque solto" da zona-da-mata, as rosas levadas à boca pelos caboclos são trazidas da poção de jurema do catimbó... Claro que esses folguedos, às vezes folclorizados e espetacularizados, não estão restritos aos negros, nem aos religiosos.

Mas as relações do carnaval com a religiosidade humana vão mais longe. Estudiosos têm buscado a origem do carnaval entre as mais antigas celebrações orgiásticas de caráter religioso da Antigüidade, dentre as quais as Saturninas Romanas, festival religioso que celebrava a entrada da primavera. Os romanos, sob a proteção da deusa Carna e do deus Jano, durante uma semana festejavam uma pausa no tempo, um período de suspensão quando toda a regra era abolida: as classes sociais deixavam de existir e a sexualidade era liberada. O carnaval atual, espalhado pelo mundo, contudo, tem muito a ver com o cristianismo - que a princípio adaptou a festa popular até nos conventos, mas depois foi tomando distância dela. A própria palavra carnaval vem do termo latino carnevale (a carne se vai), período anual de festas profanas que se iniciava no dia de reis (Epifania) e que se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais dos cristãos. 

Cláudia Lima, nossa mestranda, em "Evoé: história do carnaval - das tradições mitológicas ao trio elétrico" (2 ed. Recife: Raízes Brasileiras, 2001) diz que há uma complexa tradição transformativa, pelo cristianismo, das antigas práticas ritualísticas. Não são poucos os mitos, as lendas e os rituais de um passado remoto que foram reconstituídos pelos cristãos. As festividades carnavalescas não são, desta forma, uma criação da Igreja Católica, mas um festim que, não podendo ser vencido nas suas tradições, foi incorporado ao calendário cristão. O estudo sobre o carnaval propicia a oportunidade para essa reflexão sobre o comportamento criativo dos cristãos, que, se debruçando no passado, fizeram uma leitura muito própria da história. Reelaborados os velhos temas festivos, eles foram apresentados como um mecanismo, remoçado, para a socialização de seus princípios.

Dentre tantos, é interessante a análise da "recriação" do mito de Adônis. A memória dos povos semitas deixava entrever o belo deus como o protetor das cidades, amado pelas mulheres. Ciclicamente, Adônis era corporificado e, depois de breve espaço vivencial, morria, para renascer em um tempo determinado. Às mulheres era dado um papel especial nesta dramatização: imaginarem a própria morte. Imagens cadavéricas eram feitas pelas mulheres que, num cortejo fúnebre, as lançavam ao mar para sentirem-se renascidas no dia seguinte. Essa tradição foi a base do mito do "rei que morre para renascer", que pode ser entrevisto no reinado momesco.

Não são poucos os autores que evocam a tradição de Adônis para mostrar como o cristianismo introjetou, na sua versão do carnaval, a idéia de um rei alternativo, escolhido para reinar por pouco tempo e depois ser morto. É a ressignificação do carnaval como drama condensado da vida e dos seus prazeres ilusórios, como sinônimo de morte. Não é à toa, portanto, que cristãos fogem do carnaval para fazer retiro ou organizam uma "festa cristã" à parte... A prefeita de uma cidade potiguar, ainda agora, proibiu o carnaval para que os seus munícipes acolham retiros religiosos! Alguns "missionários da folia" baianos tentam salvar foliões para Jesus! Muito embora todo aniversário de Dom Helder, no Recife, sempre tenha começado com uma apresentação do Bloco da Saudade e o Dom esteja imortalizado em boneco-gigante do nosso carnaval de Olinda, a festa do carnaval foi muito mais apresentada à cultura brasileira como uma preparação para o "afastamento" dos prazeres da "carne"... Será que ainda o é?! E o que essa história revela sobre o sagrado?!
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Gilbraz.

Veja aqui o belo Catálogo de Agremiações Carnavalescas do Recife e Região Metropolitana, onde está um artigo relacionado: "Do visível ao invisível"!
Veja também aqui uma meditação sobre o carnaval.

27 de nov. de 2009

VIAGEM ENTRE O BRASIL MÍTICO E A ÁFRICA IORUBÁ

Cláudia com o Primeiro Chief Menu Toyon II da cidade de Badagry, no Estado de Lagos, Nigéria, de quem recebeu o título de "Iyá Boekoh", que quer dizer "Mãe do quarteirão do rei".
Claudia Lima

Professora de História da África, escritora e pesquisadora,
Mestranda em Ciências da Religião da UNICAP.
Sobre a sua recente viagem à África:

Ao me preparar para a viagem tinha na cabeça que encontraria a língua iorubá insistente em sua permanência, diante desse mundo globalizado, nas áreas rurais do país da Nigéria. Espantosamente me deparo com um ‘inglês’ permeado por outra língua local, era o iorubá, falado em todos os cantos por onde eu passava, vivíssima, atuante nos mercados e em todos os recantos. Uma língua bravia, retumbante e viril.

Bem fiz em querer o nosso motorista apto na língua iorubá: logo em Lagos, cidade que há alguns anos era a capital da Nigéria, já se fez necessário. Éramos sempre em cinco pessoas, eu, Claudia Lima; meu marido e assessor José Marques Júnior; nosso motorista de etnia iorubá Akinlade Olalekan; Paula Chongo Oshowde; moçambicana casada com um nigeriano, apta ao português e ao inglês e Chinedu Obuekwe; nigeriano da etnia ibo, casado com uma brasileira e versado ao português, inglês, ibo e ao iorubá, em um jeep desses modernos, tração nas quatro rodas. Alcei vôo ao encontro da minha ancestralidade religiosa africana, o povo egba.

O imaginário construído nos terreiros de xangô e candomblés brasileiros, levaram-me ao encontro da Yorubaland, pelas precárias estradas dos Estados do sul da Nigéria, através de Lagos (capital Lagos), Ogun (capital Abeokuta), Osun (capital Osogbo), Oyó (capital Ibadan), territórios componentes do Antigo Império Iorubá...

Foi pouco o tempo, apenas dez dias, porém intensas as emoções e os locais visitados. Não adiantava uma turnê alucinada, era preciso um pouco de aprofundamento, a programação foi estudada na proporção da necessidade premente das minhas principais questões. Foi aí que a coisa começou a complicar. O que eu fui buscar se misturou a outras milhões de novas perguntas e inusitadas informações que, agora, fazem parte do meu universo de dúvidas e possibilidades.

Afinal, que África é essa que se descortinara diante de mim? Para além da grande pobreza e miséria, da falta de energia de todos os dias, dos grandes engarrafamentos e shows de buzinas, dos carros amassados pela falta de ordem no trânsito, abalroados pela ausência de semáforos, pelos gigantescos ninhos formados por grandes emaranhados de fios de eletricidade, dependurados em postes que um dia foram árvores centenárias... Para muito além de todo esse caos, me deparei com pessoas sorridentes, embelezadas pelas suas vestimentas cotidianas, vestes essas que fazem parte do meu universo religioso, fragmentos da minha fé recortados por tanta necessidade e corrupção.

É a realidade que vem de encontro às teorias e conceitos hermeticamente fechados, a realidade do dia-a-dia ao encontro das utopias de um Brasil mítico, que deita sua fé nas religiões afro-brasileiras. A religião de matriz iorubá brasileira foi reunida, recortada, reeditada, mas expressivamente (re)encontrada em cada rosto com que me deparei na Nigéria.

A fé sempre se estrutura por novos olhares e, novos olhares reencontram velhas tradições, fragmentos identificáveis pelo devir de quem vive e convive, há mais de trinta anos, nos xangôs e candomblés do Brasil.
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Recife, Outubro de 2009.

11 de fev. de 2012

LÁZARO CONFIRMOU-SE PEJIGAN


Notícias de dois dos nossos Mestres em Ciências da Religião pela UNICAP: Raimundo Lázaro da Cruz, que defendeu dissertação sobre o "Maracatu-Nação, uma corte sagrada afro-brasileira: um estudo sobre a transição religiosa na trajetória da figura do rei do Congo, em Pernambuco", e Cláudia Maria de Assis Rocha Lima, que dissertou sobre "Olùdándè: estudo da normatização na estrutura de poder das Casas-matrizes Iorubás, no Recife e em Salvador".

Pois bem, além de professora de História da África e de Etno-história da Gastronomia, escritora e pesquisadora profícua (veja aqui o seu site), Cláudia é Iyalorixá (Mãe-de-santo) e tem guiado Lázaro pelos caminhos iniciáticos do Povo de Santo, ele que, além de Rei do Maracatu, é também professor de alemão. Nas fotos acima, vemos a Saída do Ogan Lázaro de Xangô, em sua 'Confirmação de Pejigan' no Ilê Axé Oxum Ipondá Atawejá, Terreiro que fica em Igarassu. Pejigan significa “Senhor que zela pelo altar sagrado” e indica que ele é o Primeiro Ogan, um sacerdote com intuição espiritual mas que permanece lúcido durante a liturgia da Religião dos Orixás. Parabéns pros amigos e que transmitam sempre mais Axé pra nossa gente!