8 de abr de 2010

XAMBÁ NO FÓRUM

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A Nação Xambá é uma tradição religiosa de origem africana, dentre as inúmeras que existem no Brasil, tais como Jêje, Ketu, Nagô, Angola, Mina. No Brasil, surgiu em Maceió, Alagoas, tendo como seu principal disseminador o Babalorixá Artur Rosendo Pereira - que foi um dos mais conceituados líderes religiosos do Recife, na década de 30 do século passado.

Na próxima segunda, o nosso Fórum Inter-Religioso vai receber o Terreiro Santa Bárbara - Ilê Axé Oyá Meguê, da Nação Xambá, situado desde 1951 no bairro de São Benedito, em Olinda. Será uma grande ocasião para conhecermos melhor a religião dos Orixás, genericamente conhecida como Xangô pelo Nordeste afora - e, quem sabe, ensaiar juntos alguns passos de diálogo.

Dia 12 de abril, 17h, no auditório do CTCH da UNICAP.



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Mais informações aqui, no Observatório das Religiões no Recife.
Confira também matéria relacionada, na Revista Continente:
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Há cerca de dois meses, o ator Danny Glover esteve no Recife. Ointérprete de filmes como Máquina mortífera e A cor púrpura aproveitou para conhecer um local que é considerado um núcleo de resistência cultural negra, o terreiro Santa Bárbara Ilê Axé Oyá Meguê da Nação Xambá, localizado em Portão de Gelo, no bairro de São Benedito, em Olinda. Ativista social e embaixador da Unicef, o astro hollywoodiano quis ver de perto o trabalho desenvolvido pelo primeiro quilombo urbano do Nordeste e terceiro do Brasil, que vem concretizando vários projetos, entre eles a criação de um espaço cultural que abriga memorial, museu e centro documental na sede do terreiro, uma iniciativa inédita em termos locais na preservação da memória religiosa negra.

Glover não foi o primeiro artista engajado a se interessar pelo trabalho da Nação. Além dele, personalidades como o músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil mantêm interlocução com Adeildo Paraíso da Silva, ou Ivo de Xambá, babalorixá que assumiu a direção do terreiro em março de 2003. Às vésperas de completar 80 anos, a Nação passa por um processo de valorização de sua autoestima e do respeito público que seus antigos babalorixás e ialorixás não usufruíram. Mesmo com o reconhecimento, continua na memória dos membros o preconceito, a discriminação e a violência empregados contra os “macumbeiros”, como eram conhecidos os adeptos do candomblé e da umbanda em todo Brasil. “A gente cresceu sem poder dizer na escola que era do xangô (forma como é chamado o candomblé em Pernambuco)”, lembra Ivo de Xambá.

Leia a matéria na íntegra na edição 113 da Revista Continente

Um comentário:

  1. O evento foi notícia na Revista Xirê:
    "O Fórum Inter-religioso do mês de abril discutiu o universo do candomblé. O evento, é um espaço aberto pela Universidade Católica há quatro anos para que os diversos cultos religiosos possam apresentar sua história e fundamentos...
    No Brasil, o candomblé se fundiu a elementos católicos, a fim de facilitar a aceitação do culto no país. Por isso, muitos orixás ainda são vinculados aos santos católicos. Barbosa acredita que essa prática não pode ser negada, já que faz parte da história das duas religiões, mas que é preciso fazer a distinção entre os dois cultos. “Tem gente que até hoje pensa que Iemanja é Nossa Senhora, tamanha é a submissão que ainda existe entre o candomblé e a Igreja Católica”, lembra o historiador. Por conta dessa tradição histórica, é comum o trânsito de fiéis entre as duas religiões.
    O coordenador do Mestrado em Ciências da Religião da Unicap, Gilbraz Aragão, que organiza o fórum, diz que os encontros são “uma experiência de diálogo entre as religiões”. Apesar da multiplicidade de denominações, ele não considera isso ecumenismo. Segundo Aragão, o ecumenismo ocorre entre grupos cristãos, e o Fórum é algo que ultrapassa o ecumenismo".
    Veja mais em
    http://www.xire.com.br/ForumPernambuco.php

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