22 de out de 2013

FILME ETNOGRÁFICO E RELIGIOSIDADE



O V Festival do Filme Etnográfico do Recife, que acontece de 28 a 31 de outubro de 2013, no Cinema da Fundação (Rua Henrique Dias 609, Derby), tem por objetivo premiar produções audiovisuais, produzidas a partir de 2011, que apresentem qualidade técnica reconhecida na área. Foram inscritas produções nacionais e internacionais de filmes que abordam questões socioculturais contemporâneas sobre pessoas, grupos sociais, processos históricos de temas de interesse antropológico. A promoção é dos Programas de Pós em Antropologia e Comunicação Social da UFPE, com diversos apoios. O Festival, cuja programação inclui mostras, cursos e oficinas, conta com muitos filmes que tratam das religiões e religiosidades em sua mostra competitiva (clique aí no título para ver a sinopse e link pro vídeo):

Dia 28 de Outubro
ONGOSU PORAHEI HA KOTYHU- CANTANDO E DANÇANDO NA CASA DE REZA, 6’, Rio de Janiero, Direção Coletiva- Ascuri- Associação Cultural dos Realizadores Indígenas De Mato Grosso Do Sul
O SON JON DE PORTO NOVO: UM REGISTRO ETNOGRAFICO,  19’, Cabo Verde, Alcides Lopes
HÁ TOURADA NA ALDEIA, 70’, Portugal, Pedro Sena Nunes
Dia 29 de Outubro
FUERA DE FOCO32’, México, Adrián Arce Y Antonio Zirión
XILUNGUINE, A TERRA PROMETIDA, 30’, Moçambique, Inadelso Cossa
PALABRAS-ALMAS, 60’ Assunción, Glória Scappini, Kandire
O PAU DA BANDEIRA, 20’, Bahia, Felipe Wenceslau E Augusto Pessoa
Dia 30 de Outubro
HEREROS ANGOLA, 99’, Rio de Janeiro, Sergio Guerra
PAISAGENS CARIOCAS, 70’, Rio de Janeiro, Marco Antonio Pereira
Dia 31 de Outubro
REIKWAAPA, 16’, Espírito Santo, Ricardo Sá E Werá Dekupé - Marcelo Guarani
O ELEFANTE BRANCO. RESISTÊNCIA INDÍGENA À TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO, 30’, Pernambuco, Manuela Schillaci, Martina Feliciotti, Lorenzo Grimaldi
MBYÁ REKÓ PYGUÁ, A LUZ DAS PALAVRAS, 18’, Santa Catarina, Cinthia C. Da Rocha E Kátia Klock

Homenageando o cineasta Vladimir Carvalho, o Festival vai começar com a apresentação e discussão d'O País de São Saruê (abaixo), seu documentário sobre a região sertaneja do Rio do Peixe (localizada no polígono nordestino da seca, região fronteiriça entre Paraíba, Pernambuco e Ceará). Inspirado no título de um cordel de Manoel Camilo dos Santos, é um filme denso sobre a relação do homem com a seca e as cercas. As imagens realistas e as dificuldades da sobrevivência no sertão surgem de modo particularmente forte na tela. Finalizado em 1971, foi proibido e liberado pelos órgãos de censura apenas em 1979. Selecionado para o Festival de Brasília no mesmo ano, recebeu o Prêmio Especial do Júri.

Programação e mais informações por aqui.





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