4 de fev de 2013

KUNG E A IGREJA CONCILIAR




Hans Küng, nascido em 1928 na Suíça, é teólogo e presbítero católico romano. Em 1960, Küng foi nomeado professor de teologia na Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha. Juntamente com o seu colega Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), foi apontado pelo Papa João XXIII como consultor teológico para o Concílio Vaticano II.

No final da década de 1960, Küng iniciou uma reflexão rejeitando o dogma da Infalibilidade Papal, publicada no livro “Infallible? An Inquiry” ("Infalibilidade? Um inquérito"). Em consequência disso, foi revogada a sua licença pela Igreja Católica de ensinar teologia em nome da instituição, mas ele permaneceu como padre e professor em Tübingen até a sua aposentadoria, em 1996.

Em 26 de setembro de 2005, ele e o Papa Bento XVI surpreenderam ao se encontrar para jantar e discutir teologia. Küng advoga o celibato optativo para os padres e uma maior participação leiga e feminina na Igreja Católica, o que, segundo sua interpretação, seria um retorno à mensagem da Bíblia. No vídeo acima, com legendas em espanhol, Hans Küng fala na Assembleia Conciliar da Alemanha, em outubro de 2012, defende a opção pelos pobres e propõe uma nova ética mundial. Seu último livro, traduzido pela Paulus, é A Igreja tem salvação?

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Um comentário:

  1. ... O que os fiéis alemães esperam da Igreja, então? Mais competências para os leigos comprometidos, mais mulheres em papéis diretivos, a possibilidade de consagrar as mulheres como sacerdotisas, a eliminação do celibato, uma atitude diferente com relação à sexualidade e aos anticoncepcionais, a concessão dos sacramentos a todos os cristãos, independentemente da sua confissão ou da sua identidade sexual, menos ostentação e pompa, e menos abusos de poder, e uma maior concentração no amor a Deus e ao próximo...
    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517217-alemanha-catolicos-inquietos-e-insatisfeitos

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