17 de set de 2012

JOSEPH MOINGT... E JOSÉ COMBLIN!


MOINGT, Joseph.
Deus que vem ao homem - Vol. I: do luto à revelação de Deus.

São Paulo: Loyola, 2010.

Este livro (em português) é o primeiro de quatro volumes já publicados (em francês) de uma obra de teologia cristã ainda inacabada de Joseph Moingt: Deus que vem ao homem. O autor, com mais de 90 anos, foi descoberto por José Comblin nos últimos anos de sua vida e acabou sendo o mais citado na sua obra póstuma (que deve sair no próximo mês pela Nhanduti), como "o teólogo que tem um método que nem o meu".

Nesse primeiro volume, Moingt investiga a identidade pela qual Deus se revela na história de Jesus de Nazaré. O livro aborda o problema de Deus na filosofia, afim de ressaltar os caminhos pelos quais a descrença se espalhou e de observar as reações da teologia e suas tentativas de conciliação entre fé e razão. No segundo livro, disponível em português, o autor segue o itinerário do Verbo de Deus atravessando a opacidade silenciosa da "Carne do mundo". Essa travessia proporciona o encontro com os grandes dogmas da fé cristã: trindade, criação, encarnação, pecado original e revelação de Deus na história. Trata-se de traduzir a aparição de Deus no tempo em termos de ser e de eternidade, de confrontar a linguagem bíblica da criação com a das ciências do universo, ou o discurso do pecado com o problema do mal estudado pelos filósofos, e, mais ainda, de falar da humanização do Verbo. Os outros livros já estão sendo traduzidos pela Loyola. Mais informações aqui, no site da editora.

E para quem lê em francês mesmo, o autor acabou de lançar pela Desclée de Brouwer uma nova obra: Faire bouger l'Eglise catholique (Fazer mover a Igreja católica). Aí o editor pergunta (veja aqui na Amazon): "Devemos nos resignar a ver a Igreja Católica voltada sobre si mesma, como por um estranho efeito de glaciação? Ela pode separar-se a tal ponto das pessoas de hoje? Não, diz o teólogo Joseph Moingt, dedicado nesse livro à defesa de um novo impulso para a Igreja. Dinâmica que necessariamente requer uma profunda mudança: promover verdadeiras comunidades do evangelho, através da redução da instituição, para oferecer às mulheres um lugar digno desse nome, retornar às intuições do Concílio Vaticano II. Não é esse o sentido de um autêntico humanismo evangélico? Há uma urgência de avançar. É urgente registrar uma nova esperança, longe de medos e tensões do passado".

Joseph Moingt é jesuíta, nasceu em 1915 em Salbris (Loir-et-Cher, França). Depois dos estudos de filosofia e teologia na Companhia de Jesus, ele seguiu a École Pratique des Hautes Études e defendeu uma tese de teologia no Institut Catholique de Paris. Foi professor de teologia sucessivamente na Faculdade jesuíta de Lyon-Fourvière, no Institut Catholique de Paris e nas Facultés de Philosophie et de Théologie de la Compagnie de Jésus à Paris (Centre Sèvres). Também dirigiu a prestigiosa revista Recherches de Science Religieuse, de 1968 à 1997. Entre as suas obras: Théologie trinitaire de Tertullien (Aubier-Montaigne, 4 vol, 1966-1969), Le Devenir chrétien (DDB, 1973), La Transmission de la foi (Fayard, 1976), L'Homme qui venait de Dieu, Le Cerf, coll. Cogitatio fidei n° 176, 1993), Les Trois visiteurs (DDB, 1999), Plusieurs contributions dans des ouvrages collectifs, notamment «Le Dieu des chrétiens» dans La Plus belle histoire de Dieu (Le Seuil, 1997).

Veja aqui uma carta de Moingt aos estudantes brasileiros,
 sobre os desacordos entre a pregação de Jesus e a da Igreja.

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