31 de jul de 2011

ANOS OCULTOS DE JESUS

Com base principalmente no centenário e clássico livro A Origem do Cristianismo, de Karl Kautsky (somente agora em 2010 publicado no Brasil, pela Civilização Brasileira) e no recente Quem Jesus Foi? Quem Jesus Não Foi?, de Bart D. Ehrman (Ediouro, 2010), os articulistas Eduardo Szklarz e Alexandre Versignassi escreveram matéria na Revista Superinteressante deste mês (nº 293, jul. 2011) sobre o que Jesus fez antes dos 30 anos, os seus "anos ocultos": a Bíblia não conta quase nada, mas a história e a arqueologia têm muito a dizer, argumentam os autores. O artigo serve como aperitivo para quem deseja tomar assento no banquete do conhecimento... 

O Novo Testamento contém 27 livros, 7 956 versículos e 138 020 palavras. E uma única referência à juventude de Jesus. O Evangelho de Lucas nos conta que, aos 12 anos, ele viajou com os pais de Nazaré a Jerusalém para celebrar o Pessach, a Páscoa judaica. Quando José e Maria retornavam a Nazaré, perceberam que Jesus tinha ficado para trás. Procuraram o garoto durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo, onde o encontraram discutindo religião com os sacerdotes. "E todos que o ouviam se admiravam com sua inteligência" (Lucas 2:42-49).

Isso é tudo. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. É quando o conhecemos realmente. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém, a fuga com os pais para o Egito - para escapar de uma sentença de morte impetrada por Herodes, rei dos judeus - e a volta para Nazaré. Da vida adulta, o ajuntamento dos apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 "anos ocultos"? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia?

A notícia para quem deseja reconstruir o Jesus histórico é que novas análises dos Evangelhos, documentos históricos e achados arqueológicos nos dão pistas sobre a sociedade da época. E dessa forma podemos chegar mais perto de conhecer o homem de Nazaré. E entender o que passava em sua cabeça...

Continue lendo o artigo completo aqui.
 
Leia também aqui
a matéria Reconstruindo Jesus,
na Revista Galileu 206/2008.

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