13 de mai de 2011

TEOLOGIAS INDÍGENAS E AFRO-NEGRO-BRASILEIRAS

Por Gabriela Almeida, fotos de Paulo Maia, no Boletim UNICAP.

Foi com grandes nomes do meio afro-brasileiro, entre eles Pai Ivo de Xambá, que ocorreu, nesta quarta-feira (11), a aula inaugural do curso “Aperfeiçoamento em teologia para sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matriz africana, afro-brasileiras e indígenas”. Para abrir o curso, no Centro Cultural da Unicap, foram convidados o coordenador do Mestrado em Ciências da Religião da Unicap, Gilbraz Aragão; o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Unicap, Padre Clóvis Cabral; o secretário executivo do Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir), Jorge Arruda; e a assessora de Comunicação Social da Fundação Cultural Palmares, Suzana Varjão.

De acordo com Padre Clóvis, o objetivo do curso é aperfeiçoar conhecimentos já existentes, oferecendo uma base nos ensinamentos da História da África e dos Povos Nativos da América, bem como um exercício de interpretação do simbolismo religioso dessas antigas religiões, que são recriadas em nossas cidades. Esses ensinamentos normalmente são passados de geração em geração, dentro das famílias, e, com o curso, eles ganharão um respaldo acadêmico, crítico e argumentativo.

Uma primeira turma, com 81 inscritos, já foi iniciada apenas para os babalorixás, no dia 3 de maio. A turma nova, com 62 inscritos, teve início nesta quarta-feira (11) e é composta também por pesquisadores, na sua maioria iniciados nessas tradições de fé. As aulas acontecerão todas as segundas e quartas-feiras, na Unicap Júnior, às 18h30. Os alunos receberão certificado da Coordenação de Extensão da Universidade Católica de Pernambuco.

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Veja mais fotos aqui.

3 comentários:

  1. Fico pensando com meus botões quais as razões que levam uma pessoa, que não seja do santo, a pesquisar sobre a religião afro se não tem oportunidade de apresentar o seu trabalho, pois há uma grande discriminação dentro do próprio órgão que implanta esses cursos?!

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  2. Oxe, não entendi...
    Porque, além dessa extensão em Teologias Afro-brasileiras, a UNICAP também oferece especialização em História e Cultura Afro-brasileira e, no mestrado, lembro pelo menos dessas pesquisas relacionadas ao tema:
    - Claudia Maria de Assis Rocha Lima - Olúdándè : estudo da normatização na estrutura de poder das casas-matrizes Iorubás, no Recife e em Salvador email:claudiarochalima@yahoo.com.br
    - George Demetrio Alves dos Prazeres - Maracatu : faces e interfaces de uma experiência religiosa email: georgedemetrio@hotmail.com
    - Luiz Claudio Barroca da Silva - "Santo não é orixá" : um estudo do discurso anti-sincretismo em integrantes de religiões de matriz africana email: barroca_silva@ig.com.br
    - Luiz Justino da Silva Júnior - A manifestação do sagrado na Noite dos Tambores Silenciosos email: luizsj@unicap.br
    - Maria da Penha de Carvalho Vaz - Lideranças afro-religiosas: estudo sobre a liderança em terreiros do Recife email:
    mariadapenha.vaz@gmail.com
    - Maria de Jesus Santana Silva - Devoção e resistência: as Irmandades de Homens Pretos de Goiana (1830-1850) email: profjesussantana@hotmail.com
    - Maria José dos Santos - A noção do medo frente as manifestações religiosas afro-decendentes email: maria-santos1956@uol.com.br
    - Mário Carmelo Barbosa dos Santos - Sincretismo afro-católico: entre Oxun e Nossa Senhora do Carmo email: carmelogoiana@hotmail.com
    - Raimundo Lázaro da Cruz - Maracatu Nação, uma corte sagrada afro-brasileira: um estudo sobre a transição religiosa na trajetória da figura do rei do Congo em Pernambuco email: orazalcruz@bol.com.br
    - Silvania Maria Maciel - A sociabilidade religiosa afro-brasileira no bairro do IPSEP email: silvaniamaciel@superig.com.br
    Todos essas dissertações foram aprovadas e estão acessíveis... Junto com os artigos dos professores que se dedicam a pesquisar a temática.
    Os endereços eletrônicos dos estudantes estão aí indicados e os dos professores constam na seção pertinente, para que se possa verificar com os mesmos alguma "grande discriminação" sofrida.
    Mas ficamos à inteira disposição para sugestões de como melhorar o nosso serviço e apoio, com a reflexão acadêmica, às "comunidades de santo" e aos seus pesquisadores.

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  3. Professor Gilbraz, boa noite. Também não entendi essa fala anônima ai. Acho que foi alguém que se enganou com a instituição. A UNICAP, pelo que vejo, e mesmo sendo uma instituição católica, está de portas abertas e com um trabalho muito avançado sobre inter-religiosidade. Acho muito legal poder ver hoje tantas discussões interessantes no Fórum das Religiões e em outros espaços criados especialmente para dar vazão a imensa diversidade religiosa que temos em Pernambuco.

    Contudo, eu como estudante na instituição, sendo da Jurema e do candomblé pernambucano afirmo aqui que discriminação é improvável que tenha ocorrido.

    E mais, que pesquisem mesmo todas as religiões, precisamos de massa crítica sobre tudo, sobre as crenças, religiosidades, religiões e devoções. Temos que entender mais o nosso sagrado e compartilhar estas cosmologias com todas e todos, assim enriquecemos nossas vidas.

    Fico só lembrando de uma caso: O Mestrado de João monteiro. O tema é magnífico e reafirma algo que Pernambuco ainda não se deu conta da importância: Malunguinho. Este no foi aprovado para ganhar bolsa, isso acuso como um desperdício de tema, que poderia nos trazer grandes contribuições.

    Axé e se falarem de religião, estarei junto.

    L'Omi.

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