31 de jan de 2011

NORDESTINÊS DE PERNAMBUCO

Nosso estado de Pernambuco - e o nosso Mestrado também! - têm recebido gente de vários rincões, por conta do auspicioso momento econômico e social que começamos a viver. Vamos lhes facilitar a vida e adiantar as expressões culturais que certamente terão de aprender, para falar "bunitinho" com o nosso povo:

Pernambucano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira".
Pernambucano não vai embora, ele "pega o beco".
Pernambucano não diz 'concordo com você', ele diz: "issssso, homi"!!!
Pernambucano não conserta, ele "imenda".
Pernambucano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro".
Pernambucano não bate, ele 'senta-le' a mão.
Pernambucano não bebe um drink, ele "toma uma".
Pernambucano não é sortudo, ele é "cagado". (kkkkkk)
Pernambucano não corre, ele "dá uma carreira".
Pernambucano não malha os outros, ele "manga".
Pernambucano não conversa, ele "resenha".
Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".
Pernambucano não mente, ele "engana".
Pernambucano não percebe, ele "dá fé".
Pernambucano não sai apressado, ele sai "desembestado".
Pernambucano não aperta, ele "arroxa".
Pernambucano não dá volta, ele "arrudeia".
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".
Pernambucano não é distraído, ele é "avoado".
Pernambucano não se irrita, ele se "arreta".
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado e empulhado.
Pernambucano não passa a roupa, ele "engoma".
Pernambucano não ouve barulho, ele ouve "zuada".
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".
Pernambucano não rega as plantas, ele "agoa".
Pernambucano não quebra algo, ele "tora".
Pernambucano não é esperto, ele é "desenrolado".
Pernambucano não é rico, ele é um cabra "estibado".
Pernambucano não é homem, ele é "macho".
Pernambucano não é gay, ele é "bicha".
Pernambucano não pede almoço, ele pede o "de cumê".
Pernambucano não lancha, "merenda".
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho".
Pernambucano não dá bronca, dá "carão".
Pernambucano quando não casa, ele fica "amigado".
Pernambucano não tem diarréia, tem "caganeira". 
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem "suvaqueira".
Pernambucano não tem perna fina, ele tem "cambitos".
Pernambucano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".
Pernambucano não joga fora, ele "avoa no mato".
Pernambucano não vigia as coisas, ele "fica tucaiando".
Pernambucano não se dá mal, "se lasca todinho".
Pernambucano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: "Viiixi Maria"! "Aff Maria"!
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê "malassombros".
Pernambucano não é chato, é "cabuloso".
Pernambucano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim".
Pernambucano não pula, "dá pinote".
Pernambucano não briga, "arenga".
Pernambucana não fica grávida, fica "buchuda".
Pernambucano não fica bravo, fica com a "gota serena".
Pernambucano não é corajoso, é "cabra de pêia".

Você conhece mais expressões do Pernambuquês?!
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3 comentários:

  1. Eita qui to bufanu qui nem jumentu. Arrepara so o qui esse fiduaegua feiz cumigu.

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  2. NO NORDESTE SE FALA ASSIM
    Ismael Gaião da Costa
    Engenheiro Agrônomo da UFRPE

    Há diferenciação
    Porque cada região
    Tem seu jeito de falar
    O Nordeste é excelente
    Tem um jeito diferente
    Que a outro não se iguala
    Alguém chato é Abusado
    Se quebrou, Tá Enguiçado
    É assim que a gente fala

    Uma ferida é Pereba
    Homem alto é Galalau
    Ou então é Varapau
    E coisa ruim é Peba
    Cisco no olho é Argueiro
    O sovina é Pirangueiro

    Enguiçar é Dar o Prego
    Fofoca aqui é Fuxico
    Desistir, Pedir Penico
    Lugar longe é Caxaprego
    Ladainha é Lengalenga
    E um estouro é Pipoco
    Qualquer botão é Pitoco
    E confusão é Arenga

    Fantasma é Alma Penada
    Uma conversa fiada
    Por aqui é Leriado

    Palavrão é Nome Feio
    Agonia é Aperreio
    E metido é Amostrado
    O nosso palavreado
    Não se pode ignorar
    Pois ele é peculiar
    É bonito, é Arretado

    E é nosso dialeto
    Sendo assim, está correto
    Dizer que esperma é Gala
    É feio pra muita gente
    Mas não é incoerente
    É assim que a gente fala

    Você pode estranhar
    Mas ele não tem defeito
    Aqui bala é Confeito
    Rir de alguém é Mangar
    Mexer em algo é Bulir
    Paquerar é Se Inxirir
    E correr é Dar Carreira
    Qualquer coisa torta é Troncha
    Marca de pancada é Roncha
    E a caxumba é Papeira
    Longe é o Fim do Mundo

    E garganta aqui é Goela
    Veja que a língua é bela

    E nessa língua eu vou fundo
    Tentar muito é Pelejar
    Apertar é Acochar
    Homem rico é Estribado
    Se for muito parecido
    Diz-se Cagado e Cuspido
    E uma fofoca é Babado
    Desconfiado é Cabreiro
    Travessura é Presepada
    Uma cuspida é Goipada
    Frente de casa é Terreiro

    Dar volta é Arrudiar
    Confessar, Desembuchar
    Quem trai alguém, Apunhala
    Distraído é Aluado
    Quem está mal, Tá Lascado
    É assim que a gente fala

    Aqui valer é Vogar
    E quem não paga é Xexeiro
    Quem dá furo é Fuleiro
    E parir é Descansar
    Um rastro é Pisunhada
    A buchuda é Amojada

    E pão-duro é Amarrado
    Verme no bucho é Lombriga
    Com raiva Tá Com a Bixiga
    E com medo é Acuado
    Tocar em algo é Triscar
    O último é Derradeiro
    E para trocar dinheiro
    Nós falamos Destrocar
    Tudo que é bom é Massa
    O Policial é Praça
    Pessoa esperta é Danada

    Vitamina dá Sustança
    A barriga aqui é Pança
    E porrada é Cipoada
    Alguém sortudo é Cagado
    Capotagem é Cangapé
    O mendigo é Esmolé
    Quem tem pressa é Avexado
    A sandália é Percata
    Uma correia, Arriata
    Sem ter filho é Gala Rala
    O cascudo é Cocorote
    E o folgado é Folote
    É assim que a gente fala

    Perdeu a cor é Bufento
    Se alguém dá liberdade
    Pra entrar na intimidade
    Dizemos Dar Cabimento
    Varrer aqui é Barrer
    Se a calcinha aparecer
    Mostra a Polpa da Bunda
    ...

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  3. Mulher feia é Canhão
    Neco é pra negação
    Nas costas, é na Cacunda
    Palhaçada é Marmota
    Tá doido é Tá Variando
    Mas a gente conversando
    Fala assim e nem nota
    Cabra chato é Cabuloso
    Insistente é Pegajoso

    Remédio aqui é Meisinha
    Chateado é Emburrado
    E quando tá Invocado
    Dizemos Tá Com a Murrinha
    Não concordo, é Pois Sim
    Tô às ordens é Pois Não
    Beco ao lado é Oitão
    A corrente é Trancilim
    Ou Volta, sem o pingente
    Uma surpresa é, Oxente!
    Quem abre o olho Arregala
    Vou Chegando, é pra sair
    Torcer o pé, Desmintir
    É assim que a gente fala

    A cachaça é Meropéia
    Tá triste é Acabrunhado
    O bobo é Apombalhado
    Sem qualidade é Borréia
    A árvore é Pé de Pau

    Caprichar é Dar o Grau
    Mercado é Venda ou Bodega
    Quem olha tá Espiando
    Ou então, Tá Curiando
    E quem namora Chumbrega
    Coceira na pele é Xanha
    E molho de carne é Graxa
    Uma pelada é um Racha
    Onde se perde ou se ganha
    Defecar se chama Obrar
    Ou simplesmente Cagar
    Sem juízo é Abilolado
    Ou tem o Miolo Mole
    Sanfona também é Fole
    E com raiva é Infezado
    Estilingue é Balieira
    Uma prostituta é Quenga
    Cabra medroso é Molenga
    Um baba ovo é Chaleira
    Opinar é Dar Pitaco
    Axilas é Suvaco
    E cabra ruim é Mala
    Atrás da nuca é Cangote
    Adolescente é Frangote
    É assim que a gente fala

    Lugar longe aqui é Brenha
    Conversa besta, Arisia
    Venha, ande, é Avia
    Fofoca é também Resenha
    O dado aqui é Bozó
    Um grande amor é Xodó
    Demorar muito é Custar
    De pernas tortas é Zambeta
    Morre, Bate a Caçuleta
    Ficar cheirando é Fungar

    A clavícula aqui é Pá
    Um mal-estar é Gastura
    Um vento bom é Frescura
    Ali, se diz, Acolá
    Um sujeito inteligente
    Muito feio ou valente
    É o Cão Chupando Manga
    Um companheiro é Pareia
    Depende é Aí Vareia
    Tic nervoso é Munganga
    Colar prova é Filar
    Brigar é Sair no Braço
    Nosso lombo é Ispinhaço
    Faltar aula é Gazear
    Quem fala alto ou grita
    Pra gente aqui é Gasguita
    Quem faz pacote, Embala
    Enrugado é Ingilhado
    Com dor no corpo, Ingembrado
    É assim que a gente fala
    Um afago é Alisado
    Um monte de gente é Ruma
    Pra perguntar como, é Cuma
    E bicho gordo é Cevado
    A calça curta é Coronha
    Um cabra leso é Pamonha
    E manha aqui é Pantim
    Coisa velha é Cacareco
    O copo aqui é Caneco
    E coisa pouca é Tiquim
    Mulher desqualificada
    Chamamos de Lambisgóia
    Tudo que sobra, é Bóia
    E muita gente é Cambada
    O nariz aqui é Venta
    A polenta é Quarenta
    Mandar correr é Acunha
    Ter um azar é Quizila
    A bola de gude é Bila
    Sofrer de amor, Roer Unha
    Aprendi desde pivete
    Que homem franzino é Xôxo
    Quem é medroso é um Frouxo
    E comprimido é Cachete
    Sujeira em olho é Remela
    Quem não tem dente é Banguela
    Quem fala muito e não cala
    Aqui se chama Matraca
    Cheiro de suor, Inhaca
    É assim que a gente fala

    Pra dizer ponto final
    A gente só diz: E Priu
    Pra chamar é Dando Siu
    Sem falar, Fica de Mal
    Separar é Apartá
    Desviar é Ataiá
    E pra desmentir é Nego
    Quem está desnorteado
    Aqui se diz Ariado
    E complicado é Nó Cego
    Coisa fácil é Fichinha

    Dose de cana é Lapada
    Empurrão é Dá Peitada
    E o banheiro é Casinha
    Tudo pequeno é Cotoco
    Vigi! Quer dizer, por pouco
    Desde o tempo da senzala
    Nessa terra nordestina
    Seu menino, essa menina!
    É assim que a gente fala.”

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