22 de abr de 2009

DASCAL E AS RACIONALIDADES

"Os dois principais tipos de racionalidade segundo Leibniz"
Palestra gratuita do Prof. Dr. Marcelo Dascal (Universidade de Tel Aviv)

DIA: 5 de maio de 2009.
LOCAL: Universidade Federal de Pernambuco, no auditório do 15º andar do CFCH.
HORÁRIO: 16 horas.

INFORMAÇÕES: Fone 3271.8296
ou com Juliana Albuquerque (juliana.albuquerque@gmail.com).

Todo estudante e professor do nosso Mestrado deve ter interesse por essa palestra. Marcelo Dascal, provavelmente o filósofo brasileiro mais conhecido no exterior, é um exemplo perfeito de como a filosofia, a história da filosofia e a ciência cognitiva podem, através de um diálogo constante, levar a novos resultados profundos na reflexão sobre as questões fundamentais de mente, linguagem, comunicação, cognição etc. Dascal é um grande especialista em filosofia do século 18, especificamente a de Leibniz, mas, para ele, estudar estes grandes pensadores do passado não é ser um antiquário intelectual, mas sim uma maneira de tratar dos problemas fundamentais da filosofia, e da nossa vida intelectual, hoje e aqui, no começo do século 21. Para tanto, Dascal esboça uma cultura epistemológica das controvérsias, que interessa muito à(s) Ciência(s) da Religião:

“Um campo específico em epistemologia contemporânea desdobrado a partir das investigações Kuhnianas é o estudo conceitual e empírico-histórico das controvérsias, tal como vem sendo desenvolvido por Marcelo Dascal e seu grupo de pesquisa em controvérsias científicas, teológicas e filosóficas no período compreendido entre os anos de 1600 e 1800 na Europa ocidental. Focalizando o que chamaria de crises como sendo o eixo central do modo como se dá a construção das teorias em ciência, e a resolução (ou não) destas via apreciação da dialética dos argumentos (a controvérsia em si, no caso de um estudo empírico em particular), penso que seria consistente descrever o seguinte cenário específico: o campo científico de estudos do fenômeno religioso é um caso clínico típico de controvérsia, e se tratado como tal poder-se-á, talvez, esclarecer (no sentido de torná-las mais iluminadas) algumas das mais importantes questões epistemológicas (e metodológicas) em questão na nossa prática” (Pondé, Luiz F. Em busca de uma cultura epistemológica. In: Teixeira, F. As ciências da religião no Brasil. São Paulo: Paulinas, 2001, pg. 17).

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