16 de mai de 2013

O QUE A VIDA ME ENSINOU

O Projeto “Sempre Um Papo”, em cujo site www.sempreumpapo.com.br estão disponíveis mais de 400 palestras e seminários com grandes escritores, traz ao Recife o escritor Frei Betto. Na ocasião, o autor debate e lança os livros “Aldeia do Silêncio” e ”O Que a Vida Me Ensinou”. O evento ocorre no dia 22 de maio, quarta-feira, às 19h30, no Museu do Homem do Nordeste, com entrada gratuita. O Projeto está desenvolvendo uma série "Minas-Pernambuco", cujo objetivo é proporcionar um intercâmbio entre expoentes da cultura mineira e pernambucana para discutirem com o público. Já participaram do projeto, em Recife, a cantora Fernanda Takai, Rodrigo Pederneiras (Grupo Corpo), o cineasta Helvécio Ratton, Eduardo Moreira (Grupo Galpão) e o estilista Ronaldo Fraga. Em Belo Horizonte, o projeto recebeu o escritor Ariano Suassuna e o jornalista Geneton Moraes Neto.

O Que a Vida me Ensinou: com 56 livros publicados, esta é a primeira vez que Frei Betto relata o que a vida lhe ensinou. Em “O Que a Vida me Ensinou”, coleção publicada pela Editora Saraiva, o autor trata de assuntos como religião, política, suas prisões, problemas com o irmão, ética e estilo de vida. Frei Betto fala com qualquer pessoa, independentemente de suas crenças. Já Aldeia do Silêncio, de Frei Betto, é uma viagem pelo mundo interior de uma pessoa sem nome próprio, mas com identidade definida. Vivendo com seu avô, sua mãe, o cachorro e o urubu de estimação, esse personagem aprendeu a preencher com silêncio seu vazio interior. Sua família vivia reclusa, longe de qualquer sinal de “civilização”. O isolamento também os libertava do controle do tempo. “Prescindíamos de relógio e calendário; ali o tempo desconhecia marcadores de ciclos e velocidade”, escreveu o personagem enquanto definhava no leito de hospital. Cultivando o silêncio, ele descobriu o poder da palavra. E também como a palavra é, todos os dias, maltratada e violentada. Parecia-lhe que as pessoas têm necessidade de falar, tagarelar, banalizar o uso do verbo, enquanto ele, desde criança, se deliciava com cada palavra aprendida de uma forma que ninguém jamais entenderia.

Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto, nasceu em Belo Horizonte (MG). É frade dominicano e escritor, autor de romances, de ensaios e de obras infantojuvenis. Suas obras foram traduzidas para 23 idiomas e editadas em 37 países. Além de dois Prêmios Jabuti, Frei Betto recebeu prêmios nacionais e internacionais por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares. Foi preso duas vezes durante a ditadura militar. Assessorou Comunidades Eclesiais de Base, Pastoral Operária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central de Movimentos Populares (CMP). Integrou a Fundação Sueca de Direitos Humanos por cinco anos (1991-1996). Entre 2003 e 2004, foi assessor especial do presidente Lula e atuou na mobilização social do programa Fome Zero. Atualmente Frei Betto profere conferências e auxilia movimentos sociais.

Sempre um Papo, com Frei Betto 
Dia: 22 de maio, quarta-feira, às 19h30 
Local: Museu do Homem do Nordeste, Avenida Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife

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