19 de set de 2012

COMO LIDAR COM A RELIGIOSIDADE

O Programa Globo Educação, do último dia 1 de setembro, tratou da polêmica sobre a educação religiosa nas escolas brasileiras. Lembrou que em um país grande como o nosso, que não tem religião oficial e onde o sincretismo é muito forte, tratar o tema nas salas de aula é tarefa difícil. Muitos até pensam que escola não é o lugar mais apropriado para falar de Deus, cuja experiência deve ser familiar ou na religião de opção, mas há quem defenda o ensino religioso: pois a disciplina seria importante para a formação dos alunos. O problema é como fazer essa educação (crítica, pois se trata de escola) sobre o fato religioso. Veja abaixo a transcrição de algumas opiniões dos principais interessados no assunto e assista integralmente ao programa da TV, que tem 20 minutos:

"... O que pensam os próprios alunos sobre as aulas de religião? João Francisco Leão de Aquino Silveira, 17 anos, estudante do Colégio Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cap-UFRJ), não concordo com o ensino religioso do jeito que é proposto. “Não tenho aula de religião e, se tivesse, eu não assistiria. Acho mais interessante um ensino mais cultural, que mostrasse a cultura brasileira em sua diversidade”, diz o aluno, que é ateu.

Já Allana Rodrigues Vieira, 16 anos, evangélica e aluna da Escola Técnica Oscar Tenório, no bairro de Marechal Hermes, Rio de Janeiro, acredita que o ensino religioso não é necessário. “Acho que as aulas de filosofia e sociologia já nos esclarecem sobre o assunto. O líder da igreja conversa bastante conosco a respeito do tema”, explica.

Larissa Santos Ferreira, 16 anos, e também estudante da Escola Técnica Oscar Tenório, conta que já sofreu preconceito por ser mórmon. “As pessoas têm dificuldade para lidar com o que o é diferente, por isso acho que o ensino religioso poderia ajudar na medida em que aumenta o esclarecimento. Mas a religião não pode ser tratada de um ponto de vista só”, ressalta.

Raquel Cascais de Albuquerque, madrasta de Thalles Alves Carvalho dos Santos, 15 anos, aluno da Escola Municipal Rivadávio Correa, no Rio, conta que o enteado é candomblecista e não tem aulas de religião no colégio, mas que o tema é recorrente entre os alunos. “Entendemos que se falassem de todas as religiões, seria importante para diminuir o preconceito, mas acho que a escola não vai conseguir fazer isso, cada professor vai puxar para seu lado”, completa..."

Assista aqui ao Programa
 Como Lidar com a Religiosidade na Escola.

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