Essa oração que foi ensinada pelo Senhor, foi denominada de Oração Dominical, conhecida mais como Oração do Pai Nosso. Penso que a mesma foi ensinada para que o seu conteúdo estivesse presente nas demais orações que fizéssemos ao Senhor. Observe-se que Jesus inicia a oração com a seguinte expressão: Pai nosso. Aqui Ele deixa claro a quem devemos nos dirigir quando oramos, a Deus. Afirma também que não somos filhos bastardos, nem órfãos, nem frutos do acaso, mas que temos Deus como nosso Pai. E para contrariar o deísmo, que afirma que Deus criou tudo e saiu de cena, Jesus usa a expressão: estás nos céus (mais adiante encontramos a expressão: faça-se a tua vontade assim na terra como no céu). Devemos sempre lembrar que Deus tem o controle de tudo e de todos, e nada absolutamente foge dos seus cuidados.
Jesus continua: santificado seja o Teu nome. Aqui está em jogo o comportamento dos filhos que glorificarão o Pai. Isto é, se Deus de fato é meu Pai, logo devo comportar-me como seu filho. Jesus mostra qual dever ser o nosso alvo: venha o teu reino, faça-se a tua vontade. Para Jesus a oração não deve ter como objetivo primário a minha vontade, os meus desejos, a realização e concretização dos meus anseios. Isso não significa que eu não posso ter desejos, vontades e anseios. Porém, eu devo crer que a vontade de Deus é incomparavelmente melhor do quer a minha. Jesus também nos ensina a depender de Deus em tudo. Até mesmo nas coisas aparentemente simples: o pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Nunca podemos esquecer que o que temos, o que somos, o que teremos, e o que seremos sempre será fruto da graça de Deus.
Cristo também nos faz lembrar a nossa condição diante do nosso Pai: e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores. Somos pecadores, mas Deus é Santo. Para quem deseja de fato ter os seus pecados perdoados, deve lembrar também de exercer o perdão. Na oração não temos como esconder nada, pois Deus sabe quem somos. E Jesus conclui: e não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal. Alguns estudiosos dizem que a melhor expressão em vez de mal, seria maligno tendo em vista que ninguém está isento de ser acometido de um mal. Porém, independente das circunstâncias, podemos e devemos confiar na presença constante de Deus conosco, e, por isso, nas nossas orações que lhe fazemos, devemos sempre lembrar do Pai nosso...
José Roberto de Souza,
pastor da Igreja Presbiteriana do Ibura – UR 1, professor de História da Igreja no SPN, mestre em Teologia e História, mestrando em Ciências da Religião na UNICAP.
pastor da Igreja Presbiteriana do Ibura – UR 1, professor de História da Igreja no SPN, mestre em Teologia e História, mestrando em Ciências da Religião na UNICAP.
Bela exposição.
ResponderExcluirValeu Robert!!!!
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