24 de dez de 2011

A ECO VEM AÍ... E AS RELIGIÕES COM ISSO?!




2012 está chegando e a Conferência Rio+20 está aí, para alertar o mundo sobre os problemas ecológicos que se entrelaçam, desafiando o nosso futuro comum enquanto espécie. Trata-se principalmente do aquecimento global e da superpopulação humana. Nossa civilização consumista, via Estado ou via Mercado, produz impactos desmesurados na natureza, ameaçando a sustentabilidade da vida e da Terra. O crescimento da população humana, então, faz com que se explorem mais bens e serviços naturais, se gaste mais energia e se lancem na atmosfera mais gases produtores do aquecimento global. As massas humanas, os políticos e também guias religiosos tradicionais pouco se dão conta desse desafiio.

Mas os cientistas e pensadores – certamente com o sopro do Espírito – lembram a todos que o ser humano é derradeiro rebento da árvore da vida, a expressão mais complexa da biosfera. O homo sapiens/demens do qual somos herdeiros emergiu há cinquenta mil anos atrás, trazendo no tecido de seu corpo e dentro da sua psique a história de todo o universo. Na grande dança do mundo, somos todos pares de todos: os quarks, as estrelas, as pedras, as galáxias, as formigas e os humanos e as florezinhas.

Para além das fronteiras religiosas, cresce a consciência de que deveríamos nos reconhecer como comunidade humana, geneticamente ligada com todos os seres vivos, evoluindo junto com a totalidade do cosmos. Nossa existência deve ser concebida – [quanta espiritualidade!] – como interdependência a todos os níveis. Todos os povos e a terra inteira estamos ligados, de sorte que juntos é que devemos encarar nossa comum missão de salvar a vida.

Sendo assim, não dá para entender que um só povo ou religião ou Igreja, um só sexo ou raça ou classe sejam a luz do mundo. Todos somos luz e treva, em comunitária evolução. Nenhum triunfalismo, religioso ou de qualquer espécie, pode ter lugar neste “novo” paradigma de universo, onde se procura permitir a vida a todos. Diante dessa aventura ecológica e ecumênica que o Espírito está convocando no mundo, então, as religiões ficam desafiadas seriamente.

Vinte anos depois da Eco-92 (onde a menina Severn Suzuki, no vídeo acima, proferiu o seu tocante discurso), a cidade do Rio de Janeiro será novamente sede, em junho do próximo ano, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20. E as religiões com isso?! Será que, ao invés de converter o mundo e implantar a minha Igreja, eu não poderia ajudar na disponibilização das mensagens de todas as tradições espirituais, para quem delas necessite em seu processo de educação (e transcendência) humana e humanizante, favorecendo assim o cuidado pela vida, a compreensão e a paz entre os povos?! O ambiente todo do universo agradeceria e, só por a gente pensar nisso, o Ano Novo ficará mais feliz!

Gilbraz.
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Leia aqui uma revista sobre os desafios da Rio+20.

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