23 de out de 2011

TERCEIRA ANDANÇA DO COORDENADOR

O professor Gilbraz Aragão andou por Brasília nestes dias 20 e 21 de outubro. Na quinta, em dependências da UNB, participou da Assembleia extraordinária da Anptecre, associação dos Programas de Pós da área, da qual é vice-presidente. Além dos informes dos mestrados e doutorados em teologia e ciências da religião, foram feitos importantes encaminhamentos. Primeiro, por parte do Conselho Diretor: o nosso Estatuto está legalmente regularizado, junto com o CNPJ; foi ajustado o modelo de conta da associação no banco e a contabilidade está atualizada. Participamos ativamente da escolha de Danilo Marcondes e Haroldo Heimer como representante e adjunto perante a Capes, e com eles já nos reunimos em agosto para trabalhar o aperfeiçoamento do Documento da Área, para formar uma comissão de Revisão do Qualis periódicos e outra para acompanhar a Avaliação Trienal.

A seguir, vieram os encaminhamentos do Conselho Científico: foram regulamentados os Grupos de Trabalho da associação e o selo Anptecre para publicações; além do que se está trabalhando em uma proposta de Atualização da Árvore do Conhecimento do CNPQ. Há uma tendência forte para que nós pleiteemos a nossa independência enquanto subárea junto da Filosofia e passemos a nos chamar área de “Estudos da Religião”. Como subáreas, a nossa proposta é de que a Teologia fosse contemplada com as seguintes: epistemologia teológica, interpretação de textos sagrados, história das teologias, teologia sistemática, ética teológica, teologia prática, organização das comunidades e teologia (as nomenclaturas devem prever as pós das teologias - enquanto interpretações internas - das outras religiões também, que já começam a ser reconhecidas como graduações). Quanto às Ciências da Religião, enquanto interpretações “de fora” da religiosidade - poderiam ter as seguintes subáreas no CNPQ: epistemologia das CR, história e geografia das religiões, psicologia da religião, sociologia da religião, antropologia da religião, teologias das religiões, linguística e religiões. Os programas vão continuar enviando sugestões e o Conselho Científico deve avançar no trabalho de síntese.

Destacamos, entre os informes finais, que a diretoria da Anptecre assinou manifesto conjunto em favor do Ensino Religioso como área do conhecimento (a propósito do julgamento no STJ), que deve ser discutido e divulgado em todos os Programas (junto com recomendação de Diretrizes Curriculares de Bacharelados pra Teologia e Licenciaturas pra Ciências da Religião), porque essas decisões político-pedagógicas da escola pública e das graduações dependem da (e vão repercutir na) epistemologia da área de Teologia e Ciências da Religião - cuja discussão e definição cabem aos nossos Programas de Pesquisa e Pós-graduação. Por fim, discutiu-se também sobre o IV Congresso da Anptecre, que vai acontecer de 4 a 6 de setembro de 2013 na Unicap, com temática sobre “o futuro (panorama) das religiões no Brasil”. A Comissão Científica vai analisar a nossa proposta de programação pro evento, que certamente vai projetar definitivamente a Católica de Pernambuco no cenário dos Estudos da Religião.

Na sexta, o professor Gilbraz nos representou na reunião da área de teologia e ciências da religião na Capes, coordenada por Danilo Marcondes e Haroldo Heimer, com presença de Lívio Amaral. Surgiu uma página da área no site da Capes (veja aqui) para dar transparência aos processos avaliativos. Comunicou-se também que a Capes está incentivando mais programas integrados e associados (minter/dinter/casadinho/procad) inclusive com o exterior (ênfase na América Latina e possibilidade de duplo diploma). Foi dito que a Coordenação de Avaliação estimula a relação com outras áreas, na perspectiva interdisciplinar, e salientou-se a importância de captação de recursos pelos editais (paep, aex, pnpd-pós doutorado).

Foram discutidos os ajustes e precisões para o Documento da Área e se comunicou uma política comum que está sendo acertada com a grande área de Humanidades, sobretudo para os futuros Qualis Livros e Eventos (as sugestões são de regionalizar, tematizar, fazer rodízio, apresentar contrapartida). Para a avaliação trienal em curso, a preocupação é com as revistas: há um desafio quanto à melhor reclassificação dos nossos periódicos no seu Qualis, pois temos poucas revistas consideradas boas; como também precisamos de maior ousadia para publicação no exterior. A Capes vai patrocinar duas revistas da área, com vista à sua internacionalização e otimização: a nossa Comissão do Qualis Periódicos vai encaminhar as sugestões.

Além de um adjunto oficial da área (João Carlos, indicado pela Anpof), Danilo acertou com a Capes um outro adjunto (Haroldo Heimer, que foi indicado pela Anptecre, ouvidos os coordenadores de Programas). A tendência é que a subárea de Teologia e Ciências da Religião se torne autônoma: dos 58 Programas da área, 18 já são da nossa subárea, pois vai começar mais um mestrado profissional, na Batista do Paraná, e dois novos programas através de Minters: Batista de Salvador (com a teologia EST) e Montes Claros (com ciências da religião PUCSP). A nossa subárea vem se consolidando (duplicaram os PPGs), aumentou qualitativa e quantitativamente a produção docente, embora tenha decaído a quantidade de dissertações no triênio. Dentre os nossos programas: 8 são mestrados, 7 mestrados/doutorados, 3 mestrados acadêmicos. São classificados com nota 3: ufpb, únicap, pucmg, upm, pucpr, teopucsp, fuv; com nota 4: pucrs, pucgo, estprof; com nota 5: pucrio, pucsp, ufjf, umesp; com 6: faje, est.

O processo de avaliação trienal foi alterado: foram abolidas as fichas anuais da avaliação e em seu lugar serão realizados seminários anuais com os coordenadores dos Programas. Nesses seminários, os coordenadores devem apresentar: o que o programa fez para incrementar a produção docente e discente (inclusive de sites e audiovisuais, incluindo publicações de egressos até 2 anos, relacionadas à dissertação e/ou em parceria com orientador), quais as melhorias no quadro de professores, quais as políticas e iniciativas para avanço do programa. O sistema de avaliação da pós vai mudar ainda mais, passando do “coleta” atual pra “plataforma sucupira” (que integra bancos de dados e abre todo o processo pra sociedade).

A reunião terminou com a declaração de que a autonomia da nossa (sub)área é apoiada pela representação na Capes. Os Programas devem discutir sobre essa possibilidade, cuja solicitação será deliberada na próxima Assembleia da Anptecre. Devemos apresentar uma justificativa da identidade e esclarecer a relação, no campo de Estudos da Religião, entre teologia e ciências da religião. Do amadurecimento acadêmico, começamos a passar para a autonomia administrativa e política da área: em frente, companheir@s!
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2 comentários:

  1. Ai que saudades da vida acadêmica e da Unicap!
    Fico feliz pelo sucesso e projeção de vocês, viu?!
    Abraços pra turma toda.
    Sandro.

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