29 de jun de 2011

MONTANHA SAGRADA

Vendo a TV5 francesa, descobri documentário sobre um site francófono de Montreal, "Montanha Sagrada", que resgata por-e-para aquele povo meio pós-religioso do Canadá os sentidos de um Monte encravado no coração da maior cidade da província de Quebec, o Mont Royal. Neste, além da enorme cruz que denuncia a antiga tradição católica, encontra-se um cemitério imenso, um oratório de um lado, do outro um anjo que atrai celebrações new age e antigos ritos tribais dos imigrantes. O site é constituído de documentários articulados em seis temas interativos, pois ele considera as informações do visitante e o faz participar do processo criativo. Há pessoas que deixam testemunhos de como "a Montanha" é lugar da sua vivência de fé orientada por alguma religião, outras contam como usam o lugar para desenvolver uma espiritualidade humanista ou cósmica...

O site, cuja estética lembra as montanhas místicas (chinesas/voadoras) do filme Avatar, indica como a busca religiosa de sempre está se rearticulando em tempos e lugares pós-modernos, de maneira plural e comunitária, tipo "Wiki". Ele também lembra, porque o Mont Royal foi palco para as filmagens, de uma obra tocante sobre o que sobrou do cristianismo em sociedades como a canadense: "Jesus de Montreal" (veja aqui um comentário sobre o famoso filme de Denys Arcand). Por fim, essa viagem virtual que o site proporciona a uma outra cultura e religiosidade fez recordar o Pe. Jacques Trudel, decano da UNICAP, jesuíta que está de férias no Quebec, que é a sua terra natal (uma das pérolas de "Jaime" a meu respeito é que "sou tão simpático quanto os indígenas do Canadá" - quem conhece um canadense sabe o que quer dizer, há, há!). Nossas homenagens e lembranças, meu amigo e cultor de uma sempre atualizada "liturgie de source".

Gilbraz.




Quel est votre rapport avec le mont Royal? Passez-vous vos dimanches après-midi aux tam-tams? Aimez-vous pique-niquer en famille près du monument George-Étienne-Cartier? Montez-vous la grande côte à vélo? Ou préférez-vous regarder la ville au loin, du haut des belvédères Kondiaronk ou Camilien-Houde? Les Montréalais et Montréalaises ont une relation bien particulière avec cette montagne située en plein cœur de la ville. Mais connaissez-vous toutes les figures sacrées qui s’y trouvent? Du cimetière Côte-des-Neiges à la statue Renommée (celle qu’on appelle aussi L’Ange), en passant par la fameuse croix qui brille à son sommet, le mont Royal regorge de symboles religieux et d’expériences spirituelles de toutes sortes.

Le nouveau site interactif de l’ONF, Sacrée montagne, explore justement notre relation au sacré à travers le mont Royal. Réalisé par le photographe Gilbert Duclos, la journaliste Hélène de Billy, le studio de création Departement, et produit à l’Office national du film du Canada par Hugues Sweeney, le projet est constitué de plusieurs documentaires Web et il se veut interactif, c’est-à-dire qu’il prend en compte les informations données par l’utilisateur et le fait participer au processus créatif. À la direction Web, Philippe Archontakis et Nicolas S. Roy ont misé ici sur une imagerie 3D évolutive. Extraite de son contexte urbain, la montagne flotte seule et constitue un microcosme invitant où se cachent de curieux personnages, des lieux secrets et des histoires fantastiques. Chacune des six zones thématiques renferme une combinaison de capsules vidéo et de photographies, qui racontent des histoires touchantes, surprenantes, inattendues.

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