10 de nov de 2010

RELIGIÃO E SINCRETISMO


Por Priscila Miranda, no Boletim UNICAP.
O catolicismo e o sincretismo das religiões de matrizes africanas foi debatido na tarde desta quarta-feira (10) numa mesa-redonda com o tema: “Toda Religião é Sincrética: o sincretismo afro-brasileiro na encruzilhada do debate”, na sala 801 do Bloco G da Universidade Católica de Pernambuco. O evento fez parte do segundo dia da 3ª Semana de Consciência Negra.

Padre Clóvis Cabral, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Unicap, convidou para a mesa os mestres em Ciências da Religião Luiz Cláudio Barroca e Maria da Penha de Carvalho, além da presença da educadora e participante de Terreiro Maria Conceição, conhecida como Ceça.

Barroca analisou o discurso do debate antissincretismo entre o catolicismo e o candomblé. Maria da Penha abordou a questão atual do sincretismo nos Terreiros. Ceça falou da falta de respeito que infelizmente as pessoas ainda sofrem por serem de alguma religião de matriz africana. Ela contou um episódio que aconteceu com ela no metrô, quando sofreu assédio moral por um protestante. Ceça lembrou que todos nós temos o direito de conhecer e respeitar a diversidade religiosa. “Existem pessoas que ainda acham que a religião africana é inferior”.

Estavam presentes no encontro o coordenador do Mestrado em Ciências da Religião da Unicap, Gilbraz Aragão, o pai de santo Luís, além de três angolanos, que puderam falar sobre a questão religiosa atual em Angola, na África.

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